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In: Casas Madeira0

A alvenaria é sistema construtivo mais tradicional do país e considerado o mais confiável, apesar de ainda apresentar falhas. Sua estrutura é composta por paredes de tijolos de cerâmicas com vigas e pilares de concreto, que se acredita ser forte o suficiente para manter a estabilidade da edificação.

Na prática a escolha é apenas um hábito, já que suas desvantagens não justificam essa primazia. Apesar da prediosanfona-2rigidez nítida causada pela alvenaria, ela não é sinônimo de estabilidade e vale a pena pesquisar mais sobre outras alternativas que podem ser mais  úteis, eficazes e até econômicas.

 

O sistema de Wood Frame

Em locais onde é grande a ocorrência de terremotos, o sistema construtivo mais utilizado é o Wood Frame. Sua composição é de madeira de reflorestamento estruturada com isolamento térmico, placas vazadas que recebem uma cobertura com painéis de vedação de OSB, membrana hidrifuga, placas de gesso acartonado e acabamento.

Essas paredes, além de mais ecológicas também evitam desperdícios, já que não é preciso rompê-la para inserir a tubulação. Como são muito leves, de madeira e ainda vazadas, a primeira ideia é de que não são resistentes e não suportariam fenômenos da natureza como furacão e terremotos.

Mas por serem muito bem distribuídas por toda a dimensão das paredes e não em apenas um ponto como os pilares da alvenaria, elas proporcionam muito mais estabilidade. E com essas composições, o risco de ruptura das paredes é muito menor diante de um alto impacto, o motivo é exatamente o oposto do que leva as construções de alvenaria a desmoronarem.

Uma estrutura muito rígida não tem flexibilidade, ocasionando mais facilmente sua ruptura quando há movimentação do solo, como o caso de terremotos. Já uma estrutura de Wood Frame é mais maleável e, consequentemente, proporciona mais equilíbrio ao prédio e casa, que o impede de cair. O Wood Frame é muito comum em países da Europa, assim como os Estados Unidos e Canadá.

 

O preparo estrutural do Japão

Já o Japão é considerado o país mais bem preparado contra terremotos, por utilizar medidas preventivas e o smart design para proteger as suas edificações. O país possui código de edificações cuja última atualização foi em 1981 e nele há normas de segurança para as construções, dentre elas que prédios com mais de 60 metros de altura precisam de autorização para serem construídos. São bilhões de dólares de investimentos em obras e tecnologias, que tem causado excelentes resultados diante dos constantes terremotos que ocorrem todo o país.

São nítidos a minimização de prejuízos com mortes e destruições, pela forma dinâmica como os prédios são construídos. A busca pela preservação de patrimônios humanos e materiais criou como primeiro ponto a instalação de amortecedores eletrônicos nas grandes construções e amortecedores de molas nas menores, que agem como a suspensão nos veículos. E esses amortecedores também são protegidos em suas estruturas de aço, colunas e lajes para evitar atritos que poderiam causar o esmagamento entre os andares quando ocorre uma movimentação.

wood-frame2-blog-da-engenhariaOutro ponto importante é o interior das paredes de concreto que possui aço. Dessa forma ele consegue suportar melhor o peso de todo o prédio, mesmo que os amortecedores consigam absorver quase todo o impacto vindo de um terremoto. Com essas duas forças, é raro o surgimento de rachaduras ou abalos mais arriscados.

Mesmo que seja caro montar uma estrutura tão habilidosa e resistente, o custo benefício é altíssimo para regiões com risco de abalos. Além de salvar vidas, também impede o desmoronamento das construções ou danos que precisam de obras de reestruturação.

Outro sistema de construção do Japão é o denominado de pêndulo, que utiliza um contrapeso inercial para manter o equilíbrio de grandes edificações. Uma bola bastante pesada é inserida na parte mais alta e leva o prédio ao lado oposto do que ele e atraído num terremoto. Isso torna a construção mais segura contra os fenômenos da natureza.

Para evitar que os vidros quebrem diante de uma trepidação mais violenta, são inseridas borrachas que os envolvem e impedem que fiquem diretamente conectados as malhas de aço. Assim o vidro também se movimenta, tal qual todo o prédio diante de uma erupção, dificultando que ele se quebre.

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