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Neste início de ano, Santa Catarina e sua capital Florianópolis, passaram por vários episódios de alagamentos, o que causou muita comoção e solidariedade entre a população não afetada e a afetada. Florianópolis encanta por sua paisagens, morros, rios, lagoas e praias, atraindo a cada ano mais e mais moradores, o que causa um crescimento no numero de construções, e muitas vezes em lugares não tão seguros nem apropriados.

O problema da ocupação urbana sem planejamento vem à tona sempre que a natureza se manifesta.

Por não ter evitado no passado a construção de moradias em áreas inadequadas e de risco, cabe ao poder público administrar a situação. De acordo com o secretário de Obras da Capital, engenheiro Luiz Américo Medeiros, sistemas de drenagem diminuem os alagamentos em áreas onde houve construção desordenada, mas há empecilhos.

 

Descarte inadequado de lixo piora situação

Outro grande problema é o acúmulo de lixo nas encostas, rios e terrenos baldios. A chuva lava as áreas e arrasta os resíduos para as redes pluviais que entopem e fazem a água acumular. Segundo o presidente da  Comcap, empresa responsável pelo recolhimento do lixo na Capital, Antonio Marius Bagnati, em dias de chuva a coleta é cumprida normalmente, mas a dificuldade aumenta bastante.

Os encantos de morar próximo a essas paisagens, pode induzir qualquer um ao erro, e coloca em risco a vida de famílias e à construção, por isso nós resolvemos dar uma dicas de como não embarcar em uma dessas “furadas”.

 

Áreas alagadiças.

O planejamento urbano é o principal fator que estipula as áreas a serem povoadas, pavimentadas, e estruturadas. Porem Florianópolis, como sabemos, foi sendo apropriada por açorianos sem muito estudo de caso, o que resultou hoje em tantos locais habitados que não deveriam ser.

Nas áreas baixo do nível do mar, próximas demais de rios, pântanos, e lagos, o terreno torna alagadiço, com grandes probabilidades de alagamento. Um engenheiro deve avaliar o terreno antes de qualquer construção para identificar a viabilidade de construir nesse local. Nas regiões da areias do Campeche e parte da avenida Campeche, por exemplo, encontram se pontos de alagamento frequente.

Como isso acontece com certa frequência, tanto em locais no norte da ilha quanto no sul, vale também fazer uma pesquisa na internet para buscar um histórico de alagamentos na região, e se ainda assim você quiser construir assim mesmo, pode elevar sua fundação e deixar a casa em nível mais alto, para proteger dos possíveis alagamentos.
Morros e encostas.

Lugares altos são sempre muito fascinantes, por proporcionar uma vista mais ampla das paisagens, e podem passar uma falsa impressão de proteção quando se encontram longe das áreas alagadiças.  Eis que os riscos são outros, as águas das chuvas vão descer do morro e precisa passar por algum lugar, e isso deve ser observado antes de instalar uma construção no caminho da água.

Uma boa tática é ficar no terreno em dia chuvoso e observar o caminho que a agua fará, além de ela deixar um rastro aberto no solo, ela pode ser recolhida e armazenada para utilizar no banheiro, trazendo economia em uma perfeita simbiose como o local.

Segundo especialistas, construir em um terreno inclinado tem os dois lados, como sempre. Para uns, vale muito a pena, para outros, porém, pode ser mais problemático. O que a pessoa precisa avaliar é sempre as condições do local antes da compra ou obra.

A avaliação de segurança é o método mais essencial para saber se há condições de começar um projeto, independente do nível de aclive (para cima), declive (para baixo) ou o misto dos dois modelos. A partir daí, desde que esteja tudo certo quanto às medidas de proteção – que são analisadas sempre por um topógrafo –  é necessário realizar a movimentação de terra  de acordo com o tipo de implantação. Pode ser uma edificação em cascata, elevada, sobre um platô escavado ou criado, entre outras possibilidades que devem ser escolhidas com o auxílio de profissionais.

Nós da São Matheus, estamos preparados para trabalhar da melhor maneira para impedir isso. Lamentamos pelos desabrigados, e estamos a disposição para ajudar aqueles que precisem de uma força nesse recomeço.

Até o próximo artigo!

 

Créditos de Imagem: Andrey Lanhi/Divulgação/ND

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